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Porto Seguro 8º Dia – Visitamos o Memorial do Descobrimento, a Reserva Pataxó da Jaqueira e passeamos por Santa Cruz Cabrália

8º Dia – 11/03/2011 – Visitamos o Memorial do Descobrimento, a Reserva Pataxó da Jaqueira e passeamos por Santa Cruz Cabrália

 

Último dia “útil” em Porto Seguro, pois no dia seguinte já retornamos ao Rio de Janeiro, nós visitamos o Memorial da Epopeia do Descobrimento. É bem fácil de chegar, fica na Av. Beira Mar, nº 800 na Orla Norte, em direção a Santa Cruz Cabrália e um mural de azulejos chama a atenção, não tem como errar e tem estacionamento.

O Memorial possui uma área de 20 mil m², mas não se assustem pois apenas 600 m² são de área construída e o restante é mantido como um Jardim Botânico com vegetação típica de restinga.

A entrada custou R$ 10,00 por pessoa (preço atualizado aqui), e logo na entrada um guia, que são alunos da região, lhe contam história de tudo o que tem no espaço, informando datas e curiosidades e é bem rápido, coisa de uns 10 minutos. Depois ficamos a vontade pra poder tirar fotos pelo museu.

Seguindo pela Alameda do Descobrimento, vimos uma oca indigena, na verdade uma réplica com os objetos usados pelos índios e fotos informativas.

Mas o grande destaque é uma réplica da Nau Capitânia, a embarcação que trouxe Pedro Álvares Cabral e sua tripulação ao Brasil. Em tamanho original (35 m de comprimento x 8 m de largura x 7 m de altura) tendo o mastro principal 27 m de altura, está localizada no fim da Alameda do Descobrimento e foi construída totalmente no local onde ela se encontra até os dias atuais (aqui você pode ver fotos da construção).

 

Voltamos para o galpão que fica perto da entrada do Memorial e pudemos ver com mais calma, agora sem guia, todos os murais em de azulejos, reproduções de pinturas da época, uma réplica de vela portuguesa entre outras coisas.

Após essa visitação, nós fomos para a Reserva Indígena Pataxó da Jaqueira. O acesso fica no caminho entre Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, basta seguir pela mesma estrada do Memorial do Descobrimento por alguns minutos que logo você verá uma estradinha de terra sinalizada por placas indicando a Reserva da Jaqueira, só dirigir por alguns poucos minutos nesta estradinha para chegar na reserva.

Chegamos na Reserva e fomos recepcionados por dois “indiozinhos” e seguimos a pé por uma trilha bem levinha até que finalmente a aldeia surgiu diante de nós.

Assim que vimos a aldeia eu disse: “Nossa Jô, olha as ocas!” e logo fui corrigido pelos índios: “oca” não,”Kijeme”. Ficamos com cara de interrogação.

Os indiozinhos nós deixaram numa tenda onde outro índio nos recepcionou e contou um pouco da história do povo pataxó, ele nos contou um resumo da saga dos pataxós no Extremo Sul da Bahia. Nos falou também de fatos históricos como a criação do Parque Nacional do Monte Pascoal, em 1943, até o famigerado “Fogo de 1951” que foi um conflito armado causado pelo interesse de expropriação das terras dos indígenas. A aldeia foi invadida por policiais que incendiaram as casas, violentaram mulheres e mataram integrantes da tribo, os que sobreviveram se espalharam pela região,mas em meados dos anos 90, ao perceberem a ameaça real de desmatamento da área, decidiram fincar raízes no local e como precisavam de recursos para o sustento da tribo e preservação do lugar, optaram por abrir a aldeia para o Turismo.

Depois este nos deixou com outro índio que nos conduziu por um passeio por toda aldeia e perguntei porque não falam “oca” e sim “kijeme”, ele nos disse que “oca” é uma palavra de origem tupi-guarani, que também significa casa, mas que na língua pataxó casa se chama “kijeme”.

Seguimos por uma trilha pela aldeia onde ele nos mostrou os “kijemes”, nos levou até uma pequena horta e um viveiro de mudas de plantas, mais a frente nos mostrou como são feitas as armadilhas de caça e já no final da trilha nos mostrou onde fica a escola da aldeia e o final do passeio pela aldeia não poderia ser diferente, terminou na lojinha da aldeia.

Antes de irmos embora, nos serviram um peixe na folha feito no fogão à lenha que até então foi o melhor peixe que já comemos na vida, sem exagero algum e depois nos despedimos da aldeia e fomos para Santa Cruz Cabrália.

Em Santa Cruz Cabrália fomos à Coroa Vermelha, local da realização da primeira missa no Brasil no ano de 1500. Chegando lá vimos que existe uma feirinha indígena permanente com artesanatos, pimentas, roupas, etc…

Alguns itens são feitos para você refletir .

Existem também várias esculturas de índios no local, tirem as crianças da frente da tela agora .

Seguimos em direção a praia, onde fica uma cruz com informações sobre a primeira missa.

Depois andamos um pouco pela praia, fizemos algumas fotos e o interessante é que existe uma faixa de areia sobre a água onde você anda, anda, anda e quando olha pra trás você se dá conta que está longe da praia, mas a preguiça nos permitiu andar só alguns metros .

Voltamos para o carro e seguimos para Porto Seguro e paramos num ponto da estrada que possui mais algumas esculturas de índios, acredito que seja a divisa dos municípios e alí havia uma piroga completa. Se você não sabe o que é piroga, sugiro ler este post onde nós sentamos na “piroga do Cabral” .

Alguns metros mais a frente existe o restaurante Macuco, não comemos lá apenas paramos para tirar foto da escultura que tem na frente.

Depois disso voltamos para o hotel e resolvemos não sair à noite para descansarmos para nossa volta ao Rio de Janeiro no dia seguinte.

E então terminou nosso 8º dia em Porto Seguro, para ver como foram os outros dias clique nos links abaixo, um abraço e até o próximo Registro de Viagem.

1º Dia – 04/03/2011 – Na estrada / Chegada em Porto Seguro
2º Dia – 05/03/2011 – Passeio em Arraial d’Ajuda
3º Dia – 06/03/2011 – Passeio na Praia do Espelho
4º Dia – 07/03/2011 – Passeio de Barco em Santa Cruz Cabrália (Coroa Alta)
5º Dia – 08/03/2011 – Passeio em Trancoso
6º Dia – 09/03/2011 – Passeio de Barco no Recife de Fora + Centro Histórico
7º Dia – 10/03/2011 – Parque Aquático Arraial d’Ajuda Eco Parque
8º Dia – 11/03/2011 – Memorial do Descobrimento – Reserva da Jaqueira – Santa Cruz Cabrália
9º Dia – 12/03/2011 – A volta para o Rio de Janeiro

Post revisado e atualizado em: 26/fev/2018

 

 

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