Armação dos Búzios ou apenas Búzios, uma maravilhosa cidade localizado na Região dos Lagos (estado do Rio de Janeiro) possui 23 praias, onde destaco a praia da Ferradurinha – uma praia bem pequena e calma, de águas frias. Esta praia é bem tranquila parecendo uma piscina natural, alguns sites diz que só se chega através de uma trilha ao lado da praia de geribá, mas eu fui de carro e tem vários locais para estacionar, aí sim vc anda um trechinho até a praia, não chega a três minutos.
Estivemos eu e minha esposa em 2008, passando nossa lua de mel em Búzios. Ficamos na Pousada Gammel Dansk, que tinha boa infraestrutura, quartos confortáveis, um delicioso café da manhã, piscina grande e sauna. O carro ficava estacionado dentro da pousada, com segurança 24 horas. A pousada fica a cerca de 900 metros da Rua das Pedras e perto da Praia João Fernandes. Estamos deixando o link apenas como referência; não é publi. Nós realmente gostamos da pousada e guardamos uma lembrança muito boa daquela hospedagem.
À noite, fomos conhecer a Rua das Pedras, que já era o ponto mais movimentado de Búzios. As lojas, restaurantes, pizzarias, farmácias e agências de turismo receptivo ficavam cheias de gente, e a rua tinha aquele movimento gostoso de cidade turística depois que o sol baixava.
Em outra noite, fomos ao Radical Parque, bem no centro, para andar de kart. A Jô não ganhou — isso ela lembra muito bem — mas, como havia outras pessoas na bateria, até hoje não sabemos dizer quem ficou em primeiro. O parque também tinha tirolesa, parede de escalada, paintball e arvorismo, mas naquela visita ficamos mesmo na pista, rindo e tentando fazer a melhor volta.
Nas caminhadas pela Orla Bardot, fomos descobrindo uma Búzios diferente das praias. O caminho passava por prédios históricos, casarões coloniais, barcos de pescadores e marcos culturais, como as estátuas de Brigitte Bardot e dos Pescadores. Era um passeio tranquilo, bom para fazer sem pressa e parar sempre que alguma paisagem chamasse atenção.
Também fizemos um passeio de barco e um City Tour para conhecer Búzios por terra. Em 2008, embarcamos na Orla Bardot em um Trolley, uma espécie de jardineira aberta, daquelas em que o vento entra e a paisagem passa bem diante dos olhos.
O roteiro seguia por diferentes praias e mirantes da península. O guia ia explicando as características de cada enseada, contando histórias da cidade e apontando detalhes que normalmente passariam despercebidos. Passamos por regiões como Ossos, Azeda, João Fernandes e João Fernandinho, além de outros trechos da costa, sempre com o caminhão avançando devagar pelas ruas de Búzios.
Em João Fernandes, o Trolley subiu até um mirante instalado sobre uma estrutura de abastecimento de água. Paramos ali por alguns minutos para olhar a paisagem e avistar a Ilha Feia. A parada não era apenas para tirar foto: era também uma oportunidade de entender como Búzios se espalha entre morros, pedras, praias pequenas e mar aberto.
Durante o passeio, o guia comentou que, escondida além da Praia Brava, existia a Praia Olho de Boi. Ele explicou que o acesso era feito por uma trilha e que aquela era a praia naturista de Búzios. A informação ficou na memória justamente por se tratar de uma praia reservada, que não aparecia facilmente para quem passava de carro ou no Trolley. O guia também comentou histórias antigas da região, incluindo a presença indígena e o comércio de pau-brasil no litoral. Não guardamos todos os detalhes da explicação, mas lembro da sensação de descobrir que aquela paisagem tão turística tinha uma história muito mais antiga.
Em outro momento da viagem, fizemos o passeio de barco. Foi durante a navegação que vimos a Praia dos Amores, uma pequena faixa de areia escondida entre as pedras. O barco não parou ali, mas a praia chamou atenção justamente por parecer um cantinho reservado, visto de longe. O nome costuma ser associado aos casais que procuravam aquele lugar mais tranquilo, embora não exista uma única lenda comprovada sobre sua origem.
Naquele dia, o mar estava agitado perto da Ilha Feia, mas o céu estava bonito, quase sem nuvens. A embarcação seguia balançando enquanto o litoral passava diante dos nossos olhos, e essa mistura de mar mexido e céu aberto deixou o passeio especialmente bonito.
Praias e lugares de Búzios que visitamos

A Praia Brava foi uma das primeiras paisagens que nos chamou atenção. Nós a observamos do alto, sem descer até a areia, e dali dava para perceber o mar mais aberto batendo nos costões. O visual era bem diferente das enseadas mais protegidas do centro e tinha aquele ar de praia de ondas fortes, procurada por quem gosta de surf.

Na Praia dos Ossos, chegamos caminhando pela Orla Bardot, aproveitando a proximidade da pousada. O clima era mais sossegado, com barcos parados na enseada, casarões antigos e a Igreja de Sant’Anna ajudando a contar a história de Búzios. O nome da praia lembra o período da pesca de baleias, quando os ossos eram deixados na enseada. Foi uma parada tranquila, feita sem pressa, durante uma caminhada pelo centro histórico.

Depois de conhecer a Praia dos Ossos, seguimos caminhando pelo canto direito da praia, onde começa o acesso para a Azeda. Seguimos pelo acesso que levava à areia. A caminhada era curta, mas já criava expectativa: a praia aparecia aos poucos entre a vegetação e as pedras. Em seguida, continuamos pelo caminho de pedras até a Azedinha, que fica logo ao lado, como uma segunda enseada ainda menor e mais reservada.

Antes de seguir pelo acesso para a Praia Azeda, paramos no mirante que fica no caminho a partir da Praia dos Ossos. Foi dali que vimos este barco passando perto dos costões. A parada ajudou a mostrar o desenho da costa e deixou a descida ainda mais especial, com a paisagem se abrindo antes mesmo de chegarmos à areia.

A Praia da Tartaruga apareceu no nosso roteiro com água calma e uma paisagem gostosa para ficar sem pressa. O nome não era por acaso: a enseada era conhecida pelos registros de tartarugas marinhas.

A Praia do Forno tem um visual marcado pelas pedras e pela areia avermelhada. A água estava fria, mas a paisagem compensava; parecia uma pequena baía escondida na península.

Deste ponto, a enseada do Forno aparece mais aberta. Foi uma daquelas paradas rápidas para olhar, fotografar e seguir viagem, sempre com a sensação de que havia outra paisagem logo depois da curva.

Na Ponta da Lagoinha, as rochas e o mar criavam um cenário muito diferente das praias de areia. As placas explicavam a importância geológica do lugar, e caminhar por ali foi uma das boas surpresas do passeio.

Da pousada, conseguimos esta vista com a Ilha Feia ao fundo. Era bonito terminar o dia observando o movimento do mar sem sair da hospedagem.

A Praia Azeda apareceu primeiro entre a vegetação e as pedras da trilha. A pequena faixa de areia e a água calma davam a sensação de um lugar reservado, apesar de estar perto do centro.

O fim de tarde na Orla Bardot foi um dos momentos mais bonitos da viagem. O calçadão acompanha a Praia da Armação, onde os barcos e as esculturas dos pescadores lembram a antiga vila.


João Fernandes tinha uma paisagem bem convidativa. Paramos para fotografar a enseada e observar o movimento dos barcos. Este é outro registro de João Fernandes, mostrando como a praia muda conforme o ponto de vista e a luz do dia.


A Praia da Ferradura tem o formato que explica o nome. A enseada protegida e as águas mais tranquilas davam vontade de ficar ali por mais tempo. Mais um ângulo da Ferradura, com as casas e o contorno da enseada ao redor da praia.

A Ferradurinha foi uma das nossas preferidas. Pequena, cercada por pedras e com água calma, parecia uma piscina natural naquele dia — um contraste bonito com o mar mais aberto da Brava.

Voltamos a fotografar a Praia Brava por outro ângulo, destacando o contraste entre o mar aberto e os costões.

Perto da Rua das Pedras, encontramos esta escultura em uma galeria. A caminhada pelo centro misturava praia, comércio e pequenas descobertas como essa.


Na Orla Bardot, a escultura dos pescadores lembrava a origem da antiga vila e combinava com as embarcações ancoradas na enseada. A presença deles dá à orla uma memória que vai além do turismo. Também fotografamos a escultura de JK, outro dos marcos do passeio pela orla. É interessante como, em poucos metros, Búzios mistura memória política, arte e vida de praia.

A estátua de Brigitte Bardot é uma das imagens mais conhecidas de Búzios. A atriz passou pela antiga vila em 1964, e sua passagem acabou batizando a orla que caminhamos naquela tarde.

João Fernandinho apareceu entre os costões como uma pequena enseada, mais protegida e silenciosa que a praia vizinha.

Durante o passeio de barco, a Ilha Branca surgiu no horizonte como mais um recorte da paisagem de Búzios.

A enseada da Praia Brava vista de outro ponto mostra bem o desenho recortado da costa.

Entre o Forno e a Praia da Foca, as pedras formavam pequenas passagens e mirantes naturais.

Nesta formação rochosa, enxergamos o formato de uma tartaruga. São detalhes que a gente só percebe quando caminha devagar pelo costão.


A Ponta da Lagoinha também tinha painéis e informações sobre a formação geológica do lugar. Paramos para ler e entender melhor aquelas rochas, que parecem contar uma história muito mais antiga que a própria cidade. Mais uma formação da Lagoinha, esculpida pelo tempo e pelo mar.


Além da Ferradurinha, encontramos estas rochas e seguimos explorando o caminho pelo costão. A entrada da Ferradurinha aparece aqui entre as pedras. O acesso curto escondia uma praia pequena e muito tranquila.

Da trilha para Azeda e Azedinha, vimos este barco temático navegando perto da costa.


O pôr do sol na Praia dos Ossos deixou a enseada dourada e os barcos quase em silhueta. Foi o tipo de fim de dia que não pedia pressa nem roteiro, só a câmera pronta. Fizemos mais um registro do mesmo fim de tarde, porque a luz mudava a cada minuto.
